When Harry Met Sally: o filme perfeito para o Outono

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Photo: Glamour

When Harry Met Sally

When Harry Met Sally está no top de melhores comédias românticas de todos os tempos. Em português tem um título qualquer genérico e vago, algo como Um Amor Impossível ou Um Amor Incrível ou…

Fui ao Google. É Um Amor Inevitável. Quem é que consegue memorizar isto? Quem é que inventa estes títulos que não significam nada e que não têm qualquer ligação ao original?

Enfim.

Tudo em bom

Neste filme, é tudo em bom.

O filme foi escrito pela Nora Ephron, que recebeu uma nomeação para Óscar pelo argumento. E que é uma das minhas escritoras preferidas. O realizador é o Rob Reiner e o argumento surgiu em conversa entre os dois. A Nora Ephron inspirou a protagonista feminina e o Rob Reiner foi inspiração para a depressivo Harry.

Nos papéis principais, a Meg Ryan, o Billy Crystal e a Carrie Fisher. I mean, quem é que não pagava já para ver um filme com estes três, mesmo que não soubesse qual era? Há pessoas que conhecem a Carrie Fisher do Star Wars ou lá o que é, mas para mim ela é a Marie do When Harry Met Sally.

A banda sonora é do Harry Connick Jr, outro talento. É jazz, um conjunto de versões clássicas ou mais modernas de standards que se ouvem tão bem. Inclui maravilhas da Ella Fitzgerald com o Louis Armstrong, tais como Love Is Here to Stay ou Let’s Call the Whole Thing Off. Também entra o Don’t Get Around Much Anymore, que assenta que nem uma luva na cena em que aparece. E o I Could Write a Book, na versão do próprio Harry, que foi a primeira dança no meu casamento.

E a cidade de Nova Iorque aparece com grande destaque e encanto, incluindo algumas cenas maravilhosas durante o Outono. E livrarias apetecíveis (“Someone’s staring at you in Personal Growth”). E o MET.

A história (sem grandes spoilers)

Na primeira cena, a Sally (Meg Ryan) e o Harry (Billy Crystal) são apresentados no início de uma viagem de carro entre Chicago e Nova Iorque onde vão começar a sua vida profissional. O resto do filme segue-os ao longo de vários anos em que se encontram até ficar amigos.

A premissa original era fazer um filme em que um homem e uma mulher eram só amigos, para não estragar a relação, depois dormiam juntos e estragavam a relação. Pelo meio, exploram-se algumas diferenças entre os homens e as mulheres.

A cena mais famosa é provavelmente aquela do orgasmo fingido (youtube it) que faz já parte da pop culture. E com a punchline que foi considerada uma das melhores de sempre “I’ll have what she’s having”. O estabelecimento em NY onde esta cena foi filmada tem a mesa assinalada por um cartaz que diz “This is where Harry met Sally”.

A história principal é intercalada por outros casais a contar como se conheceram baseado em histórias reais e a coisa funciona.

No final, o Harry diz a frase que soa um bocadinho a cliché da comédia romântica mas que tem algumas camadas de profundidade adicionais por ter sido escrita pela Nora Ephron:

“When you realize you want to spend the rest of your life with someone, you want the rest of your life to start as soon as possible.”

DING DING DING.

Ah e também me rio sempre nesta parte (“Draw something resembling anything” – quem não tem uma amiga que jogava ao Pictionary assim?).

Conclusão

Não é um filme de Inverno nem de Verão, não é só comédia nem é só romance, não é só para mulheres, também dá para convencer o marido a ver.

Resumindo, se não viram têm de ver. Quem já viu, vai sempre a tempo de rever.

De nada.

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