Pequenos prazeres da vida: como prestar mais atenção

pequenos prazeres da vida

Está na altura de começar a valorizar mais os pequenos prazeres da vida. Digo eu, que demoro sempre a chegar a estas conclusões mais óbvias, e diz toda a gente que tem andado a investigar estas coisas. Tendemos a achar que são os grandes momentos que definem a qualidade da nossa vida. Mas são as coisas mais pequenas e acessíveis que contribuem para a nossa felicidade.

Os pequenos prazeres são tudo aquilo que quase passa despercebido, que não agendamos nem tentamos incluir na nossa vida de forma consciente. Quando surgem, sabem muito bem, porque são sinais, bandeirinhas, que representam desejos maiores e mais profundos, que muitas vezes nem sabemos identificar ou nomear.

Nos últimos tempos, tenho a sensação de que o segredo da vida está nas coisas pequenas.

Os pequenos prazeres da vida

Li um livro muito bom, da The School of Life, exactamente sobre este tema, chamado Small Pleasures. O livro começa por nos lembrar que a atenção aos pequenos prazeres da vida é uma das melhores formas de acesso aos grandes temas da tua vida. Os grandes temas, por sua vez, são as principais motivações ou os desafios que se repetem, por exemplo.

Como diz o outro, só por isso, já vale a pena.

O livro depois enumera cerca de 50 pequenos prazeres e desenvolve um pouco o que podemos retirar de cada um deles. Alguns itens desta lista incluem os seguintes:

  • Avós
  • Pessimismo indulgente
  • Fraquinhos
  • Dar as mãos a uma criança pequena
  • O deserto
  • Sussurrar à noite na cama
  • Figos

O livro, como é habitual nesta colecção, tem uma orientação prática. O objectivo é chamar a nossa atenção para a importância dos pequenos prazeres da vida. Para que possamos desenvolver um maior apreço pela nossa vida. Para que paremos de negligenciar fontes de felicidade que só por acaso surgem na nossa vida.

Resumindo: tomar consciência, prestar atenção e incorporá-los no dia-a-dia.

7 pequenos prazeres da vida

Pus-me a reflectir sobre isto. E, por isso, deixo-te aqui uma lista de sete pequenos prazeres, muito acessíveis, que tenho vindo a reparar me causam uma alegria desproporcional ao seu tamanho.

Aqui ficam alguns para acrescentar à lista, que espero que possam ajudar-te também a prestar atenção a tanta coisa boa que às vezes vem ter connosco.

Lençóis lavados na cama

Sabes aqueles lençóis novinhos, lavados, a cheirar ainda artificialmente às flores do detergente da máquina? Frescos e lisos, sem rugas, sem cabelos de ontem, sem marcas de maquilhagem ou de fraldas de bebés? Lençóis que pedem que te deites neles, que a tua pele roce naquele algodão todo? É isso.

Começar a ler um bom livro

Às vezes acontece-me começar a ler um bom livro. Bom no sentido de ser mesmo o que eu estava a precisar de ler. E sabe tão bem. Engulo as palavras quase sem as mastigar e tenho de me esforçar para desacelerar, para fazer o livro render.

Cantar uma música no carro

Aos gritos. De preferência uma música de antigamente, de outros dias, de outros tempos. Cantar sem preocupações com a afinação, cantar e olhar para a estrada, cantar e acompanhar a percussão no tablié do carro.

Uma manhã fria e solarenga

Parece que o ar fica diferente, não me ocorre palavra melhor do que “crisp”, como dizem os ingleses. Respira-se e parece que cheira a possibilidades. Cheira a princípios. É uma atmosfera de limpeza de espírito.

Um abraço

Um bocado lamechas, mas tão subestimado. Um abraço às vezes é melhor que qualquer beijo, que qualquer carta de amor, até. Um abraço às vezes é mais eloquente, diz mais. É estar mesmo muito próximo de alguém, corpo a corpo, sentir tudo.

Encontrar o presente perfeito para oferecer a alguém

É como dizem dos vestidos de noiva, quando se encontra, sabe-se só. Às vezes queremos dar um presente e não nos ocorre nada, tudo parece inútil, mais do mesmo. Mas há momentos em que surge uma ideia tão boa, tão ajustada ao destinatário, que tinha mesmo de ser. Tem mesmo de ser.

O momento em que uma ideia se transforma em palavras

É uma forma de magia qualquer, muito reconhecível quando surge. Uma pessoa tem milhares (milhões?) de ideias todas as semanas. É preciso estar atenta, porque elas voam. Se não se pega nelas, assim por uma orelha, e se arrasta até a um papel, já foram. Quando se transformam em palavras, sabe tão bem.


E tu? Que pequenos prazeres da vida te ligam ao que é realmente importante?

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