Os 7 melhores filmes para mulheres que escrevem

melhores filmes para mulheres que escrevem

Desde que sou miúda, sempre que via um filme em que uma mulher escrevia, era uma inspiração. É como se fosse uma pugilista e visse o Rocky, imagino eu, a começar aos murros no ar e aos saltinhos. Esta lista dos melhores filmes para mulheres que escrevem é isso mesmo. Uma lista de filmes que vi e revi imensas vezes.

Sou mulher, gosto de escrever. Acho os filmes sobre o Capote ou o Oscar Wilde muito interessantes, mas não me tocam da mesma maneira. Quando vejo estes filmes, pego no caderno que está mais à mão e começo a escrever. Acontece sempre, é como magia. O curioso é que muitas vezes falo com mulheres que me dizem o mesmo! A quantidade de gente que vê a Carrie Bradshaw à secretária e sonha.

Por isso, espero que esta lista te faça rever ou ver estes filmes. Porque a inspiração é uma coisa que se deve cuidar. Se por algum motivo sais inspirada, não cortes o fluxo, nutre isso. E estou super interessada em saber que filmes te inspiram também!

Os melhores filmes para mulheres que escrevem

Como disse, há mais filmes sobre escritores. Há mais filmes sobre mulheres e escrita, claro. Há alguns que talvez tenham recebido mais prémios, sejam mais bem representados ou mais profundos (whatever that means).

Mas estes são uma espécie de cobertor confortável ao meu sonho de escrever. Não são um guilty pleasure. São só um pleasure. Sabem bem. Sei-os quase de cor. E têm momentos e cenas em que vibro.

Sem mais demoras, vamos à lista dos melhores filmes para mulheres que escrevem.

Alguém Tem Que Ceder (Something’s Gotta Give)

Neste filme, a Diane Keaton é uma dramaturga famosa, que ouve música francesa para se inspirar. Para já, Diane Keaton, ladies and gentlemen. E o filme é todo engraçado, os cenários são lindos, a casa nos Hamptons, o Jack Nicholson quase parece um homem atraente e tudo.

Há um certo voyeurismo em espreitar como os outros escritores trabalham. Como é a sua secretária? (esta é linda). Como são os seus hábitos, os seus rituais. Esta cena em que ela está a sofrer e a escrever e a chorar e a ter ideias é perfeita. Às vezes, vejo o filme e páro nesta parte e já nem vejo mais.

Mulherzinhas

O filme de 1994 é um dos filmes da minha infância. E também gostei bastante desta versão que saiu no final de 2019, da Greta Gerwig. Toda a família tem os seus encantos. Mas, em linguagem de miúda, digamos que “eu era a Jo”. Com os seus dedos manchados de tinta ou o calo no dedo em que encaixa a caneta.

A Jo a escrever histórias, peças de teatro para ser representadas para a família. A luta dela para tentar ganhar dinheiro com a escrita, ser independente. A qualidade que emerge na escrita quando ela deixa de escrever histórias “comerciais” e escreve sobre a sua vida, a sua história. As pilhas de papel no sótão. A publicação. Tudo inspirador.

A Juventude de Jane

Este filme, Becoming Jane, no original, é sobre a vida da Jane Austen. Talvez um bocado fantasiado nalguns aspectos da biografia. Mas a Jane Austen é a minha escritora preferida. E é sempre giro imaginar como foi que ela viveu e começou a escrever e em que contexto criou.

Ela escreveu 6 romances completos e este filme faz algum paralelo entre a vida dela e a inspiração para o Orgulho e Preconceito. Como mulher naquela época, ela também teve de se debater com a dificuldade e o sonho de viver da escrita, “to live by my pen“.

O Sexo e A Cidade

O primeiro filme é bom, certo? Pelo menos eu achei. (O segundo foi um desastre em termos de história. Divertido, claro. Com momentos cómicos e óptimas roupas e viagens exóticas e tudo e tudo. Mas as personagens perderam todas profundidade).

Mas, voltando ao primeiro filme, a cena em que ela vai à New York Public Library e traz livros que depois lê na cama para se inspirar… Ai ai. O filme não tem tantas cenas de escrita como a série ia tendo, mas não deixa de ser uma escritora que se inspira na vida.

Comer, Orar, Amar

É um filme com base na história de uma escritora que parte à descoberta de si própria. O livro é melhor. Mas é bom. Sabe bem. A Julia Roberts é credível. Não é que se veja a escritora a criar, mas vê-se o que ela vê, pelos olhos dela.

O livro é melhor porque estamos mesmo na cabeça dela. No filme, em menos tempo, focam-se nas histórias de amor e perde-se alguma da descoberta interior. Os escritores são observadores, solitários, tantas vezes, partir à aventura desta forma é muito apelativo. Tanto mais que, muitas de nós, não vamos fazer algo do género nunca. A Elizabeth Gilbert já tinha escrito vários livros antes deste e conseguiu um adiantamento para escrever o livro e viajar, o que só por si já é material de sonhos.

Julie e Julia

Quem conhece este? Foi a Nora Ephron, a minha segunda escritora preferida, que escreveu o filme. O guião foi feito com base em dois livros de que gostei bastante: as memórias da Julia Child, que escreveu um livro para ensinar os americanos a cozinhar comida francesa, e as memórias da Julie Powell, que tinha um blog com base no projecto para cozinhar todas as receitas desse livro.

No filme, cruzam-se as duas histórias. Metade é com a Meryl Streep e o Stanley Tucci em Paris. Toda a gente diz que é injusto, porque toda a gente quer ver mais Meryl, mais Paris. Mas, na outra metade do filme, ela escreve um blog. Por isso, ao contrário dos críticos, o filme é equilibrado para mim, porque adoro as cenas em que a Amy Adams escreve.

Miss Potter

Já viste este? É com a Renée Zellweger e sobre a vida da Beatrix Potter, a escritora inglesa que criou o Pedrito Coelho, escrita e ilustração. Confesso que não vi tantas vezes quanto os restantes desta lista, mas achei super charmoso.

Todo o processo dela, das cedências que teve de fazer, da criatividade e voz genuína que tinha. Mesmo os temas mais práticos da vida de um autor: royalties, direitos de autor, edições. É mais uma bela inspiração.


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E tu? Quais são os melhores filmes para mulheres que escrevem? O que te inspira?


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