7 formas super simples de investir em ti própria aos 30

investir em ti própria

Como te soa a expressão “investir em ti própria”? Soa-te a um grande esforço ou a algo que tu mereces? Estou convencida que a tua resposta à pergunta anterior determina a qualidade dos teus dias.

Investir pode significar muitas coisas, claro. Podemos estar a falar de tempo, dinheiro ou energia mental (qual deles o mais valioso e o mais escasso no nosso dia-a-dia?).

Mas achei imensa piada a esta definição que encontrei no dicionário: investir é “atirar-se impetuosamente (contra alguém ou alguma coisa)”. É isso. Está na altura de te atirares com ímpeto a algumas práticas-chave que vão melhorar significativamente a tua vida, agora e no futuro.

Investir em ti própria aos 30

um livro, que estou para ler há um tempo, sobre a importância do efeito cumulativo (compound effect). Para as que têm alguns conhecimentos financeiros, é um conceito bastante intuitivo. Juros compostos são o que transformou o Warren Buffettm num bilionário. Mas é uma ideia que tem muitas mais aplicações.

A ideia é que o sucesso, seja em que contexto for, não depende de uma fórmula mágica ou de um truque secreto. Depende, sim, de um conjunto de coisas muito pequeninas, feitas com consistência e intenção. Quer estejamos a falar de perder 10 Kg, poupar 20.000 euros ou escrever um livro. Não é de um dia para o outro. E, se alguém te prometer uma solução que parece fácil demais, é porque é.

Por isso, a maior parte das sugestões que te deixo envolvem hábitos ou um processo consciente e estratégico. Investir em ti própria, seja em que idade for, é o primeiro passo para assumires as rédeas da tua vida. Para interromperes o ciclo de queixas ou arrependimentos e começares a construir algo de que te orgulhes.

7 formas super simples de investir em ti própria

Aqui tens 7 formas simples de investir em ti própria nesta fase tão interessante da tua vida.

1. Mantém e cria relações importantes

A qualidade da nossa vida é em grande parte impactada pela qualidade das nossas relações. E teres à tua volta um conjunto de pessoas que enriquecem a tua vida passa por várias coisas. Por exemplo, passa por ires eliminando da tua vida as já famosas pessoas “tóxicas”. As que sugam a tua energia, te fazem sentir sempre mal, nunca te apoiam ou celebram. Acaba com isso. Mas também passa por alimentar e cuidar das tuas relações mais importantes, família e amigos.

Numa óptica menos estritamente pessoal, já ouviste falar de networking? Esta expressão anda por todo o lado e é outra coisa em que deves investir nesta fase. Trata-se de ir construindo um conjunto de contactos com alguma ligação à tua carreira, hobbies ou vida. Nunca se sabe quando podes precisar de uma ajuda, uma conversa, um conselho. E a melhor ideia, claro, é alimentares essas relações quando não “precisas” de nada concreto.

2. Investe em peças-chave para o teu guarda-roupa

Quem não gosta de um daqueles “achados”, que estão super na moda, até são baratos e que achas que mereces? Mas quando dás por ti com um armário cheio de crop tops de várias cores e quase nada para usar em 80% da tua vida, está na altura de reflectir.

Quanto melhor te conheces, mais fácil é fazer isto. É importante saberes o que te faz sentir confortável (ou poderosa) e o que precisas no teu dia-a-dia. E assim começas a construir um estilo próprio. Não tens de passar a comprar roupa de luxo, nem de ter um armário cápsula, se não puderes ou não quiseres. Mas compra mais do que precisas mais. E aquilo que precisas compra em bom. E não compres por comprar. A melhor camisa não tem de ser a mais cara, mas quase de certeza que não é a mais barata.

3. Aposta na formação e aquisição de competências

Em todos os sentidos. Aprende. O mundo cada vez tem mudado mais rapidamente. Na maior parte dos casos, os nossos pais estudaram o que precisavam no início da vida e serviu-lhes quase para uma carreira inteira. Nós estamos a sentir na pele que tudo já mudou desde que andaste na faculdade: desde a forma como ouvias música ou vias filmes até a conhecimentos técnicos.

Quer na vida profissional, quer em tudo o resto, cultiva esse hábito de ir aprendendo. E investe em cursos, livros, mentorias, ou outras coisas que sejam muito importantes para ti. Para seres promovida, para mudares de área ou de empresa, para criares um negócio paralelo, para começares um hobby, para os teus filhos não te acharem uma dinossaura, ou mesmo só para não deixares as células cerebrais ficarem enferrujadas.

You don’t really start getting old until you stop learning.

Bill Gates

4. Cria hábitos financeiros sólidos

A literacia financeira pode parecer chinês para ti, ou uma seca, mas é fundamental. Vale a pena, lá está, investir um pouco nessa aprendizagem e, depois, nessa prática. Se não percebes nada de nada, cada vez é mais fácil aprender: há cursos, há páginas de Instagram e blogs, há livros e programas de televisão, há podcasts. E para todos os níveis de literacia, desde o básico. Ou seja, não há desculpas.

Deves garantir o básico: que tens um fundo de emergência, que poupas alguma coisa, que sabes como investir. A partir daí, é praticar muito. A saúde financeira constrói-se passo a passo, euro a euro. E quanto antes começares a praticar mais forte ficas. O que não significa que acabas bilionária, porque podes nem o querer. Mas ficas mais próxima dos teus objectivos: comprar uma casa, independência financeira, investir num projecto, o que for.

5. Constrói uma rotina saudável

A palavra-chave aqui é saudável. Quase tudo o que é recomendado para a tua saúde, é recomendado numa base de continuidade. Os benefícios são muito maiores se fizeres alguma coisa com consistência e moderação, do que em ímpetos aleatórios. É melhor dormires todas as noites um número de horas equilibrado, do que dormires pouco durante a semana e desforrares-te ao fim-de-semana. O mesmo com a dieta. O mesmo com o exercício.

Por isso é que uma rotina ajuda muito. Analisa a vida que tens e os teus hábitos e vai melhorando aos poucos. Bebe mais um copo de água por dia. Vai para a cama 20 minutos mais cedo. Faz 20 minutos de exercício todos os dias. Muitas vezes caímos no erro de ser ultra ambiciosas (vou ao ginásio todos os dias e alterno cardio com máquinas e alongo no fim) e isso só significa que estamos condenadas a falhar. Isto é para a vida: investe.

6. Protege e alimenta a tua pele

A tua relação com a tua pele, se ainda não começou, tem de começar já. Agora. Go. Talvez até agora te tenhas desleixado um bocado, abusado dos escaldões, ou sinceramente não tenhas tido grande incentivo para fazer mais do que o básico. Se não tivesses nenhuma borbulha, pronto, estava bom.

Mas, por uma questão estética em relação aos efeitos do envelhecimento e também de saúde da própria pele, investir em ti própria também significa começar a cuidar da tua pele . E lembra-te de que isto não significa apenas cremes. A tua alimentação, a água que bebes, o exercício físico, sono, poluição ou stress também influenciam a saúde da tua pele e o teu bom aspecto.

7. Investe em experiências

Há muitos estudos que comprovam que a satisfação que retiras de gastar dinheiro (ou receber um presente) que seja uma experiência e não uma coisa é muito maior. Pensa comigo: quando compras uma coisa, o auge da tua satisfação é no momento da compra, a partir daí é sempre a descer. E com as experiências é um bocado ao contrário. Sim, já não estás na Riviera Maya com um mojito na mão, mas só de te relembrares dessa viagem já sentes uma alegria, não é?

Lê também o artigo: Como melhorar a tua relação com o dinheiro em 5 passos

Para além da tua satisfação, as experiências são o que contribuem para criar aquilo que os psicólogos chamam “capital de identidade”. Ou seja, ter experiências é uma forma de riqueza. Tudo conta: uma conversa é uma experiência, uma viagem também. Um curso, uma festa, um concerto, uma massagem, uma palestra, um jogo de ténis. E também há coisas que pressupõe experiências, claro: um livro, um CD, quadro, uma refeição, um copo de vinho. Tu és o que conheces: enriquece-te.


E tu? De que forma decidiste investir em ti própria nesta fase?


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