7 coisas que aprendo com uma criança de 4 anos

criança de 4 anos

Quase sem dar por mim, sou mãe de uma criança de 4 anos. Não sei bem como aconteceu, o que é o que todos os pais dizem sempre. Mas continua a ser verdade. Os dias de anos servem para nos lembrar que o tempo já passou. E a verdade é que a minha bebé já está mais perto dos 5 do que dos 4 anos, o que é só mais uma razão para dar graças por aquilo que uma criança de 4 anos traz à nossa vida.

Uma das melhores coisas sobre ter filhos é esta: eles crescem. Mesmo quando é agridoce, é um milagre que se desenrola à frente dos nossos olhos. Uma amiga um dia disse-me que ter filhos a fazia sentir-se mais nova. E realmente é toda uma outra forma de nos sentirmos vivos.

Love is a creative act. When you love someone you create a new world for them.

Trevor Noah

7 coisas que aprendo com uma criança de 4 anos

Estas listas estão a tornar-se mais do que divertidas de escrever, passam a ser um belo registo do que vou aprendendo e um lembrete para a vida toda.

A verdade é que, para além do desenvolvimento natural nesta idade, também se notam outros sinais mais subtis de maturidade. E são essas pequenas pistas que tento trazer aqui.

Aqui fica a lista de coisas que aprendo todos os dias com a minha criança de 4 anos.

1. Aprender é divertido

É muito giro nesta idade ver como a correlção entre o que é bom e o que dá prazer está tão viva. Talvez sejam os nossos filtros ou o nosso cansaço de adultos que distorce isto. Mas, para já, adquirir uma nova competência (por exemplo, agarrar arroz com pausinhos, ou saber dizer “Feliz Natal” em inglês) é como um jogo. Dá gozo. Ajudar nas tarefas em casa é um jogo também. Saber pentear a Mãe é uma diversão. Fazer porque se sabe, porque se aprendeu, ou seja, porque se pode, é uma brincadeira.

2. A curiosidade é o melhor guia

É outra coisa de que sinto falta como adulta: prestar atenção apenas àquilo que puxa pela minha curiosidade. Seja o que for, sem julgamentos nem pragmatismos, só com pura naturalidade. Ir aonde a curiosidade me leva e descobrir os tesouros que para lá se encontram. Descobrir os mistérios. E disfrutar do percurso.

Pay attention to what you pay attention to

Amy Krouse Rosenthal

3. Tu não sabes tudo o que sabes

“Olhe, Mãe, sei desenhar uma carroça”, disse-me ela outro dia. Assim, como quem descobriu uma nota de 10 euros no bolso de trás das calças, tipo nem sabia que isto aqui andava. Não era para ser uma carroça. Se eu tivesse pedido uma carroça, talvez a resposta fosse “não sei”. Mas aconteceu e olha, mais uma coisa que afinal descobre que sabe. E tantas vezes eu própria sou relembrada de que sei muito mais do que assumi que sabia.

4. Confiança é sexy

OK, talvez a palavra “sexy” pareça um pouco adulta para um artigo sobre crianças de 4 anos. Mas é a lição que retiro para mim quando vejo a minha filha a rodopiar à frente do espelho e a dizer “estou incrível”. Porque ela que já é incrível quando se classifica assim de incrível fica ainda mais incrível. Percebes o que quero dizer? A confiança é tudo. E só pode vir de nós próprias. E algures no tempo já soubemos isso. É só ir lá buscar.

5. Arriscar compensa

Podes cair, mas só até à vez em que consegues deixar de cair. Essa vez dá um sentido a todas as anteriores e dá também confiança para passar ao próximo desafio. E há sempre um próximo desafio. Só quem arrisca cresce. Porque, na verdade, há riscos em todo o lado: no muro alto, no pincel fino, a desenhar a letra “Z”. Estar vivo é viver arriscando atrás do que se quer. Mesmo que seja só mais uma batata frita.

6. O corpo gosta de movimento

Sim, posso estar a ver televisão sentada, mas não é divertido estar a fazer mini-elevações com os cotovelos a 90º no sofá? E, sim, posso estar sentada à mesa a jantar, mas não é também divertido dar uns saltinhos entre cada garfada? Não é uma expressão de vitalidade bonita? Devemos condenar? Não é um testemunho de que também somos corpo e o corpo não foi feito para pastelar assente no rabo o dia inteiro? Se alguém disser “salta!” não é giro saltar só, com um grande sorriso, sem perguntar porquê?

7. Não precisas de sol para usar óculos de sol

É uma espécie de optimismo rebelde, que nos faz tanta falta na idade adulta. Se hoje acordei com vontade de usar os meus óculos de sol, que me fazem sorrir cada vez que apanho o meu reflexo numa janela, que diferença é que faz estar um dia cinzento? Que eu seja o sol de que o dia precisa. Que eu seja a luz. E é mesmo.


E tu? O que aprendes com uma criança de 4 anos?


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2 comments

  1. Olá Menina,

    Gostei de ti quando te conheci. Aqueles primeiros “5 segundos”, como dizem, foram positivos e empáticos. Pouco dissemos, mas hoje, naquilo que li deste blog, constato verdadeiramente que és uma linda menina/mulher com um interior maravilhoso.
    Fico feliz por ti porque, como já disse, és maravilhosa, iluminada, e fico contente por mim pois gosto de gostar de pessoas valiosas como tu.
    Obrigada

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