21 coisas que aprendi com a série O Sexo e a Cidade

o sexo e a cidade

O maior mito sobre a série O Sexo e a Cidade é que era sobre sexo. Também havia, claro. Mas era sobre muito mais que isso. Ou então era eu que ainda não ligava nenhuma a essas partes. Seja como for, ver todas as temporadas desta série ensinou-me algumas lições que não aprendi na escola e que são muito relevantes agora aos 30!

Para mim, foi uma espécie de formação sobre um mundo de adultos, cheio de desafios ainda distantes: vidas profissionais, namorados, infertilidade, moda, e amizades adultas.

Sem esquecer que era uma comédia. Era divertida se não a levássemos demasiado a sério. Ninguém tem pachorra para ler artigos sobre será que a Carrie podia viver naquele apartamento com os rendimentos que tinha? É para entreter, gente!

O Sexo e a Cidade

Para quem não viu ou não se lembra, a série retratava a vida de 4 amigas, na casa dos 30, que viviam em Nova Iorque.

Primeiro, eu era a Charlotte. Havia algo de infantil nesta identificação, claro. Como quando escolhíamos qual era a nossa Spice Girl (Victoria) ou a nossa Navegante da Lua (Maria) no recreio, com base na cor do cabelo. Mais tarde percebi que quase ninguém é uma Carrie, Samantha, Miranda ou Charlotte pura. Somos misturas.

Comprei os DVDs das 6 séries, aos poucos, à medida que iam aparecendo na FNAC do Colombo. E depois vi e revi até saber de cor, durante os anos da faculdade. O meu Pai entrava na sala sempre no momento das cenas de sexo e eu carregava no “pause” a meio da cena mais explícita de todo o episódio. #quemnunca.

21 coisas que aprendi com O Sexo e a Cidade

É como te digo, foi uma companhia didática. Aqui seguem 21 coisas que aprendi com esta série. Spoiler: nenhuma delas é sobre sexo.

1. Nova Iorque é uma cidade bestial.

Há sempre alguma coisa para fazer. Há sempre uma aula, exposição, pessoa interessante, restaurante ou festa para conhecer. Nova Iorque é uma história de amor em forma de cidade. Juntando a imensos filmes e aos Friends, esta série só contribuiu para fantasiar ainda mais com esta cidade.

2. Ser sexy não tem nada a ver com ser bonita.

Nenhuma das actrizes tinha aquela beleza clássica ou típica de produtos americanos. No entanto, todas elas conseguiam ser sexy. Mesmo em episódios das primeiras temporadas, com muito menos produção, guarda-roupa e iluminação. E isto também é verdade para os homens. Tirando o Smith, nenhum tinha aquela beleza espampanante. E vários conseguiam parecer sexy.

3. Ninguém se diverte num baby shower.

Ninguém. É só isso.

Miranda: But who would I invite [to my baby shower] besides you guys?Samantha: All the bitches who made you go to theirs!

4. Ter estilo não é negociável.

É obrigatório. Podes ter estilo em qualquer situação. Com qualquer profissão ou orçamento. E ter estilo não tem nada a ver com moda e tendências. O teu estilo pode evoluir e deve adaptar-se ao teu estilo de vida. Quanto melhor te conheces a ti própria, mais natural é o teu estilo. Mesmo que natural signifique Samantha Jones.

5. HE’S JUST NOT THAT INTO YOU.

Bolas. Até comprei o livro. E os autores, que eram argumentistas da série, até foram à Oprah. A tese? Quando um homem está interessado numa mulher, ele demonstra-o, percebe-se. Não são necessárias interpretações. A Miranda aprende esta lição tão importante da boca de um namorado da Carrie. Ficam todas chocadas mas a Miranda acha a frase libertadora. Eu também achei. E até agora, comigo e com as minhas amigas, veio sempre a ser verdade.

6. As dúvidas que assaltam as mulheres adultas são interessantes.

Esta era a carreira da Carrie Bradshaw. Escrevia uma coluna sobre encontrar o amor do ponto de vista de uma mulher solteira a viver em Nova Iorque. E ao longo dos episódios falava de amor, amizade, carreira, dinheiro, maturidade, estilo, maternidade, planos de vida. Tudo o que mexe connosco. Tudo temas sobre os quais este blog se dedica.

7. Não há homens perfeitos.

Não há amores perfeitos. As cedências, até um certo ponto, são necessárias. Relações que parecem ficar bem “no papel” podem ser um desastre. Os homens que acabam por nos marcar nem sempre são os que antecipamos que seriam. Podemos sentir-nos atraídas por homens que são o oposto do que antecipávamos.

8. Ter um apartamento pequenino com uma mesa virada para uma janela e um computador para escrever é tudo.

Ah, sim. A fantasia da escritora em Nova Iorque a escrever sentada à janela sobre as suas observações e dúvidas. Quem gosta de escrever e viu aquela série vivia para estes momentos em que a Carrie aparecia a escrever. Com o cursor a piscar. Mesmo quando a frase que ela escrevia era só um trocadilho piroso. Mas era um mood inspirador.

9. Há sempre coisas que podes fazer para melhorar a tua situação.

Não tens dinheiro para a casa? Tens cancro? Engravidaste do teu ex-namorado? Perdeste um bebé? Há sempre alguma coisa que podes fazer. A única coisa que as deixou a todas um bocado abananadas foi quando o Berger acabou com a Carrie num post-it.

The most exciting, challenging, and significant relationship of all is the one you have with yourself. And if you can find someone to love the you you love, well, that’s just fabulous.

Carrie Bradshaw

10. As amizades femininas são insubstituíveis e há muitas formas diferentes de expressar essa amizade.

Podes ter amigos de todos os formatos. Mas as amizades entre mulheres são especiais e têm um papel fundamental na tua vida. Apesar de tudo o que se diz das relações entre mulheres. Esta é talvez das séries que põe a amizade feminina em destaque.

11. As pessoas mudam, aprendem, crescem.

Toda a gente erra. A maturidade também é irmos sendo cada vez humanos mais decentes, espera-se. Todos temos preconceitos. Todos podemos ser melhores. Todos temos lições a aprender na vida e uns com os outros. Não somos os nossos erros.

12. Ter um filho muda tudo e não muda nada.

Quando a Miranda tem um filho, reduz o horário de trabalho e deixa de conseguir alinhar em todos os programas das amigas. Às vezes, mal se consegue arranjar. Também suaviza um pouco, embora todas elas se vão tornando mais “reais” e menos caricaturas ao longo da série. Mas continua a ser a mesma Miranda. Que gosta de trabalhar, que tem uma identidade para além da de mãe.

Sometimes, as much as I love Brady, being a mother just isn’t enough. I miss my job.

Miranda Hobbes

13. Às vezes, não aprendes nenhuma lição com coisas que correm mal.

Toda a gente gosta de repetir que não há erros, há lições. Mas nem sempre as lições são claras. Nem sempre vais ter a explicação para uma coisa que não correu bem. Nem sempre vais ter closure.

Do we need lessons to lessen the pain?

Carrie Bradshaw

14. O dating é uma estafadeira.

Parece excitante e glamouroso, mas ao fim de um tempo é só estafante. Dá imenso trabalho, muito mais do que estar numa relação estável. Tens de te expor, tens de investir em conhecer alguém, tens de arriscar sofrer, corres o risco de ser rejeitada até por alguém que tu própria irias rejeitar também. E tens de te arranjar, de sair, de gastar dinheiro, de te deitar mais tarde. É giro qb.

15. Sou uma Charlotte-Miranda. Ou uma Miranda-Charlotte.

Eventualmente cheguei a esta conclusão. Da Charlotte, tenho o optimismo, algum romantismo e conservadorismo e orientação para a família. Da Miranda tenho o sarcasmo, pragmatismo, tendência para racionalizar.

Sexy is what I try to get them to see after I win them over with my personality.

Miranda Hobbes

16. Podes mudar algumas coisas por quem amas, mas não podes passar a ser uma pessoa diferente.

Isto é verdade para todo o amor. Entre homem e mulher, entre pais e filhos. O amor só é amor se for dirigido a quem tu és mesmo lá no fundo. É claro que tu podes, e deves, tentar melhorar as tuas falhas. Não podes é tentar ser quem não és. Por ninguém. E alguém que faça isso por ti também não vai funcionar. Ah, e nunca vais conseguir mudar alguém.

17. Faz backups do teu computador.

Foi um dos grandes incentivos para eu ter comprado discos externos há uns anos. O episódio em que a Carrie perde todos os textos que tinha no computador ainda agora me stressa. E a Miranda dizia-lhe, mas eu avisei-te para fazeres backup. E eu chocada, porque nunca me tinha lembrado disso.

18. As tuas opiniões não têm de coincidir com as das tuas amigas ponto por ponto.

Podem ser amigas e discordar. Até podem ser amigas e discordar de um tema fracturante (aborto, traição). Isto já para não dizer que as tuas amigas podem ter personalidades e interesses diferentes dos teus. A amizade é mais do que uma aderência. Não é um voto. É uma expressão de amor.

19. Cada história é uma história.

Muitos encontros que vais ter ao longo da vida vão ser interessantes, ainda que não sejam para a vida toda. Há pessoas que vêm e vão e marcam. Há desastres e cicatrizes que não deixam de te enriquecer.

Some love stories aren’t epic novels, some are short stories… But, that doesn’t make them any less filled with love.

Carrie Bradshaw

20. Não esperes que uma relação amorosa satisfaça todas as tuas necessidades.

Vais continuar a ter desafios profissionais, a ponderar a tua relação com a maternidade, a ser desafiada, a ter desejos e ambições. Por muito que encontres o amor da tua vida, a tua vida nunca vai ser só ele. (Se for, e isso só dura pouco tempo, é mau sinal).

21. A vida melhora aos 30.

Estas mulheres tinham todas mais de 30 quando a série começou. E tinham vidas cada vez mais interessantes, cada vez se conheciam melhor. Cada vez se tornavam mais interessantes, complexas, com mais capital de experiências a falar por si. Mesmo da minha perspectiva de universitária, parecia efectivamente que a vida melhorava aos 30.


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E é isto. E tu? Diz-me o que achavas desta série e o que aprendeste com O Sexo e a Cidade!


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