9 coisas que aprendo com uma criança de 1 ano

criança de 1 ano

Tenho gostado de escrever estes artigos sobre o que aprendo com a vida e aquilo a que estou exposta. Já tinha escrito sobre o que aprendo com uma criança de 2 e de 3 anos, hoje dou uns passinhos atrás e trago-te tudo o que aprendi com uma criança de 1 ano.

Na verdade, este artigo já condensa o que aprendi com duas crianças nesta fase, a minha filha primeiro, o meu filho agora.

Ser mãe e poder testemunhar o crescimento de uma criança e a forma como elas encaram o mundo todos os dias tem sido mesmo uma das coisas que mais me tem ensinado. E muitas das lições são transferíveis para a vida de adulta.

9 coisas que aprendo com uma criança de 1 ano

Aqui ficam as coisas que aprendi com os meus filhos com esta idade.

1. Olhar significa prestar atenção

Simples e verdadeiro. Quando o meu filho está a prestar atenção, ele olha. E eles nesta idade olham mesmo com o corpo todo, é um foco total. Dirigem- se para ficar de frente para o objecto em causa e observam-no, seja outra criança a chorar, o Panda e os Caricas, ou o almoço quase pronto. E daí também podemos talvez concluir o inverso, mais complexo do que parece: não olhar é não prestar atenção.

2. Quem não chora não mama

Às vezes literalmente, mas verdade para tudo. Como é que é suposto os outros adivinharem se não o expressamos? Está certo. Se queremos, temos de mostrar que queremos. Se não nos ouvirem, e se for realmente importante, até devemos gritar. Porque às vezes nem a nossa mãe adivinha o que nos vai pela cabeça, quanto mais o resto do mundo.

3. Aprender é uma alegria

Uma verdadeira alegria, que o sorriso orgulhoso de uma criança de 1 ano não disfarça. Que bom que é cada descoberta, se carregar neste botão começa a música, se me virar para descer não caio, se segurar a colher desta forma consigo comer. Tudo são novas formas de explorar o mundo, de tocar e ser tocado. De estar vivo, no fundo.

4. Quando as baterias acabam, só dá para recarregar

Não vale a pena. Os bebés funcionam melhor que nós, porque quando esgotam a energia, adormecem, estejam onde estiverem, eles querem lá saber das expectativas da sociedade ali à volta deles. O que é que interessa se o tio está quase a chegar, se daqui a pouco é meia-noite, se ainda não jantaram, se não estão de pijama. O que interessa é que amanhã há mais. Prioridades são prioridades.

5. Aprende-se copiando exemplos

Isto aqui é uma coisa que todos os pais deviam ter tatuado nalgum local de fácil visualização. E alguns chefes também, já agora. Não adianta nada pregar bons hábitos, anunciar intenções esplêndidas ou desabafar remorsos. O que interessa é o que se faz e o que eles nos vêem fazer.

Por outro lado, copiar é mesmo uma boa forma de aprender. Os escritores copiam textos e poemas para aprender, os músicos e cantores imitam os seus ídolos, os filhos imitam os pais. Copia-se para se dominar os básicos e depois então é que entra o estilo e personalidades próprios.

6. Dançar é divertido

Em qualquer idade. Mas é tão giro ver a pureza da coisa nesta idade, indiferente a quem está a olhar ainda, indiferente até ao ritmo ou à melodia da música. É música? Dança-se. É impossível estar chateado quando se está a dançar. Pensando bem, nem precisa de ser música, pode ser alguma coisa que tenha ritmo, por exemplo, bater com uma colher no tampo de uma mesa. Dançável. Mesmo quando não se sabe dançar. O que é dançar? No fundo, é mexermo-nos ao som de música, certo?

7. Com fome, somos todos insuportáveis

Assino e subscrevo. Mesmo as crianças mais santas, mais tranquilas, mais sorridentes e bem-dispostas quando têm fome, meu Deus. É espetar-lhes logo com um prato de sopa ou de papa, consoante a refeição, e nem tentar fazer brincadeiras até ir pelo menos a meio, que não vale a pena.

8. Destruir antes de construir

Antes do construir, vem o destruir. Isto é uma coisa de que os adultos por vezes precisam de ser relembrados. Sobretudo quando querem logo que a criança encaixe as peças todas nos buraquinhos correctos e que monte os Legos todos. No início, o que uma criança de 1 ano quer é destruir, desconstruir, desmontar e, às vezes, atirar para o chão. Faz parte. É assim que se ganha a confiança para perceber como funciona. Com tempo. Só depois se constrói.

9. Para aprender a andar, não é preciso jeito, é preciso tentar várias vezes

Este é um exemplo que aqueles gurus da auto-ajuda gostam muito de usar. Mas não deixa de ser inspirador, claro. Um bebé cai imensas vezes até conseguir pôr-se em pé e, mais tarde, começar a andar. E não é por cair que assume que não tem jeito para aquilo e que mais vale estar quieto. É tão bom vê-los a progredir com cada queda de rabinho. É mesmo inspirador ver como caem e se levantam, as vezes que forem necessárias, até conseguirem suportar o próprio peso, até chegar a altura, mas sempre tentando um pouco mais a cada dia.


E tu? O que é que já aprendeste com uma criança de 1 ano?


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4 comments

  1. ai que post mais lindo, sério

    a gente tem a mania de achar que os adultos que sabem e ensinam as crianças, quando na verdade a gente consegue aprender muito com elas. crianças são anjos, deviamos ser mais como elas

    beijos
    Carol Justo | Justo Eu?!

  2. Francisca.
    Nove aspectos muito bem observados, selecionados e descritos.
    A propósito, gostaria de dizer:
    “O amor por um filho não morre porque também não nasce. O filho é que nasce. O amor já vem com ele”

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