Revista Hola: 7 razões para começar a ler esta semana

revista hola

A revista ¡Hola! não é para todos. Uma publicação que tem um ponto de exclamação no nome tem de ser muito boa ou muito má. Neste caso é a primeira hipótese. Esta lista resume as 7 razões para começar a ler a Hola esta semana.

1. A primeira reportagem

A primeira reportagem é sempre sobre a casa de alguma herdeira ou empresário. Tanto pode ser um palácio, como um chalet. Tanto pode ser nos Hamptons, sul de França, Gstaad, Bali ou Comporta.

As casas da revista Hola são de actores, músicos, modelos, empresários, decoradores, estilistas, realeza ou famílias com apelidos que soam a dinheiro e fama (Rockefeller, Missoni, Agnelli).

2. O jet-set

Depois, é ver a sociedade espanhola a desfilar em festas, férias e posados. Famosos, aristocratas e aristocratas famosos misturam-se ao longo de umas cem páginas. Que membro da família real não foi para Palma de Maiorca este ano? Como é o filho daquele atleta e daquela socialite? Que duquesa ou marquesa andou a passear um cachorro nas ruas da milla de oro de Madrid? O que é que eles vestem todos para ir às touradas? Que livros é que a rainha comprou na feira do livro de Madrid?

3. Os habitués da revista Hola

Vale a pena acompanhar a evolução das figuras que são da casa. Seguem alguns dos meus personagens preferidos:

  • As “Presleys”, em especial a Ana Boyer, mas também a Tamara Falcó e até a mãe delas, a Isabel Presley, que aos 60 e tal se parece comigo há 5 anos atrás se fosse mais magra
  • A Charlotte do Mónaco: mesmo despenteada e com um casaco largo e de ténis num aeroporto qualquer
  • A Madalena da Suécia: sempre simpatizei
  • As Middleton: sobretudo nos extremos. Vestidas de gala ou a passear os cães de galochas
  • A Amal Clooney: não é assim tão específica da revista Hola, mas eles gostam da pinta dela e eu também
  • A Penelope Cruz e a Sara Carbonero: têm estilo
  • Sofia Palazuelo, Sassa de Osma: eles chamam-lhes às vezes nuevas aristocratas
  • A Marta Ortega, herdeira da Inditex: só para imaginar como viveria se tivesse tanto dinheiro

4. Os grandes eventos e tradições

A Hola não falha os grandes eventos. E uma pessoa dá por si a esperar pela revista para os acompanhar. As touradas, o Dia de Reis, a Semana Santa, os prémios Goya, as famílias reais europeias a levar os filhos ao primeiro dia de aulas, as visitas de Estado, as mayorías de edad, a Feria de Abril de Sevilha. E também as bodas sorpresa. E as fotografias das férias das figuras públicas, as reportagens completíssimas sobre os Óscares e eventos reais ou as extensas resenhas das jóias de uma casa real. A minha parte preferida é a análise de quando alguma princesa nega ou confirma rumores através das jóias que escolhe para um evento.

5. Treinar o Espanhol

Ler a revista Hola semanalmente, nem que seja só “as gordas”, é um treino da língua espanhola que não custa nada.

Para além disso, ler uma revista dá-nos mais do que a gramática e o vocabulário básico de turista (copa de vino etc.). Há uma série de expressões típicas a que acho imensa graça. Por exemplo, as mulheres exibem tipazos na praia. As grávidas acariciam a sua tripita. Os namorados descrevem o início do seu flechazo. Fulano começa o ano pisando fuerte. Um vestido às bolinhas tem lunares. E, durante as férias, os famosos recarregam las pilas. E depois, as filhas geralmente são herederas de la belleza y el estilo de su madre. E as chicas de moda unem-se para promover alguma causa.

6. Tom editorial

Não há grandes sensacionalismos. Não criticam ninguém, nem assinalam os defeitos das pessoas cujas fotografias exibem. Não há aquelas bolinhas à volta de um zoom da celulite de uma apresentadora na praia. E dão uma oportunidade àqueles que andam a ser escorraçados na praça pública para se defenderem. Por exemplo, mulher do toureiro tal-e-tal nega acusações de que está de relações cortadas com a cunhada. E desfocam sempre as caras das crianças que sejam apanhadas em fotografias por causa dos pais famosos.

Para além disso, são muito nacionalistas, o que eu respeito. Qualquer coisa que tenha a ver com Espanha, é logo destacada. Nem que seja por ser a origem do material que foi usado para fazer a mesa de refeições que aparece na cozinha do sultão. Ou um extra que segure alguma bandeja num anúncio do George Clooney. Ou a marca dos laçarotes que os pajens da Megan Markle levavam. Até um vestido encarnado é rojo bandera.

7. Periodicidade

Sai às Quintas-feiras, pelo menos é quando eu costumo encontrar em Portugal. Uma vez por semana é a periodicidade ideal. Dá para folhear uma primeira vez logo à chegada e ler os grandes títulos. E depois então, com tempo, estudar em mais profundidade. Quem foi o designer do vestido daquela actriz. Em que ilha está a passar férias aquela princesa. De quem é o barco em que a empresária descansou. Etc.

Também podes gostar

Deixe uma resposta

You have to agree to the comment policy.