7 hábitos que distinguem as miúdas das mulheres

hábitos que distinguem as miúdas das mulheres

Uma vez, há muitos anos, encontrei uma lista numa revista que se chamava algo deste género “3 hábitos que distinguem as miúdas das mulheres”. Talvez não fosse hábitos e fosse “talentos” ou “coisas”. Mas a ideia era essa.

Se bem me lembro, a lista incluía os seguintes itens:

  • Saber assobiar sem pôr os dedos na boca
  • Saber abrir uma garrafa de champanhe
  • (não me lembro da terceira… Mas era qualquer outra coisa que eu também não sabia fazer naquela altura)

Nessa altura eu era uma miúda. Mas esta lista nunca mais me saiu da cabeça. O que nos torna mulheres?

7 hábitos que distinguem as miúdas das mulheres

Muito se podia dizer sobre isto. A maturidade pode expressar-se de muitas formas diferentes. Para algumas de nós, ser mulher significa ser responsáveis com o nosso tempo e o nosso dinheiro. Também pode significar não trocar um bom programa de família por uma noite com estranhos. Ou libertarmo-nos de alguma relação tóxica.

Mas há alguns hábitos que, mais fáceis ou mais difíceis de adquirir, são fundamentais para qualquer mulher adulta. As boas notícias é que, em muitos destes casos, o tempo ajuda. E, por isso, é possível que naturalmente vás chegando a estes hábitos. Nem que seja como forma de sobrevivência.

Aqui fica então uma lista de 7 hábitos que distinguem as miúdas das mulheres.

1. Não levar tudo a peito

Muito difícil, aviso já! Algumas de nós são mais sensíveis do que outras. Mas ganhar a capacidade de não levar tudo o que acontece à nossa volta a peito é uma vitória gigante. E é uma excelente forma de te desgastares menos, poupares tempo precioso e focares-te no que importa.

Levar tudo a peito acaba por ser uma falta de humildade. Ouch. Quando pus as coisas desta forma, isso ajudou-me e pode ser que te ajude também. Mas pensa comigo: só alguém bastante auto-centrado é que pode achar que todo o mundo está constantemente a conspirar ataques pessoais contra si própria. Não achas? Let it go.

2. Falar com assertividade

O que não significa arrogância. E também não significa fingir que se sabe tudo. Significa simplesmente dizer aquilo que se quer dizer. Sabes aquela forma de comunicar em que ninguém percebe o objectivo? (o que, já agora, significa que a comunicação falhou) Que soa a pergunta, ou sugestão mas não era para ser? Acaba com isso. Alguns exemplos:

  • Se calhar devíamos ir andando
  • Eu sugeria que começássemos pelo orçamento
  • Estava a pensar fazer bacalhau…?
  • Talvez tenhamos sido demasiado exigentes…?

Como mulher adulta tens de saber que a forma como te expressas afecta a tua confiança e a percepção que os outros têm de ti. E que não há pontos extra por desvalorizares a tua opinião enquanto a dás. Diz o que queres dizer. Parafraseando o Fernando Pessoa, põe tudo o que tu queres no (pouco) que dizes.

3. Ter uma rotina de saída de casa em 10 min (se necessário)

Tudo. Banho, roupa, pele, cabelo, maquilhagem. Se for necessário. Acho que é uma coisa que se aprende e que dá imenso jeito aos 30. Uma amiga dizia-me que cada vez demora menos tempo a arranjar-se para sair de casa. Isto também me acontece. E, desde que tenho filhos, cada vez sou mais rápida e ainda assim demoro mais tempo a sair de casa.

Dá muito jeito. A tua experiência e auto-confiança acrescidas vão permitir esta eficiência. Já sabes melhor o que funciona no teu corpo, na tua cara e no teu estilo de vida. Já não ficas (espero) 20 minutos a trocar de roupa até te sentires suficientemente segura para sair. Viva!

4. Saber descansar e como descansar

É um dois em um. Primeira coisa: tens de descansar. Se calhar começas a perceber que o tempo voa. Ou estás numa fase exigente da tua carreira. Ou foste mãe mas queres continuar a fazer coisas que puxam por ti. (ou todas as anteriores, hello!) Mas tens de descansar. É aquela história das colheitas, não podes estar sempre a colher. Não funciona assim. Tem de haver épocas de colher, outras de semear, outras de repousar.

Segunda coisa: como se descansa? Para já dormindo bem. E depois? Eu demorei algum tempo a perceber que, para mim, descansar significa estar sozinha e absorta em qualquer actividade que me dê gosto: ler um livro, ver um filme, remexer nos meus papéis e ideias. Para algumas pessoas, pode soar a TPC. Mas este auto-conhecimento é fundamental. Não adianta eu ir para um festival cheio de gente e barulho, para mim não vai funcionar como descanso.

5. Saber aceitar um elogio

Fiz um post sobre isto no meu Instagram que foi super partilhado. É porque realmente é algo que as mulheres precisam de melhorar. Nós, por norma, não somos boas a aceitar elogios. Custa-nos. Acrescentamos sempre um pontinho (“ah, isto não é nada, bom era se…”). No pior cenário, negamos o elogio (“este vestido? foi baratíssimo e já se está a rasgar aqui de lado”).

Tal como muitas das lições mais importantes da vida, é uma coisa muito simples de explicar mas muito difícil de fazer. Mas eu vou repetindo, até para mim própria: perante um elogio, a resposta certa é “Obrigada”. Só isto. O primeiro passo é ires ganhando consciência e depois logo vais pondo em prática com mais frequência.

6. Respeitar uma boa noite de sono

Uma miúda vai com o vento, alinha em qualquer programa. Estuda ou trabalha e depois sai à noite. Quando vamos crescendo, aprendemos a respeitar o incrível valor que uma boa noite de sono representa. Quantas de nós não chamamos a uma noite em que dormimos mais de 7 horas seguidas “um luxo”?

É sinal que o nosso corpo é sábio. Ou que estamos a envelhecer, como preferires encarar. Mas eu gosto de sentir que sou sábia depois de uma terapia de almofada. Uma boa noite de sono resolve-te, pelo menos, 40% dos teus problemas, de um dia para o outro. Literalmente.

7. Empatia

A empatia é um hábito? Também, sim. E é talvez o hábito que pode salvar o mundo. Outro dia o Nuno Markl dizia que o fim da empatia era o fim do mundo e eu concordo. E o inverso também deve ser verdade. O mundo salva-se pela nossa capacidade de ser empáticas.

O que significa ser empática? Etimologicamente é “sofrer com o outro”. Dito assim é pouco apetecível. Ou então, é lindo, como preferires encarar. Para além de ser um impulso humano, acho que as mulheres em particular têm uma maior propensão para a empatia. Usa a tua, que eu uso a minha.


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E tu? Que hábitos achas que distinguem as miúdas das mulheres?


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