7 hábitos fundamentais para poupar dinheiro aos 30

poupar dinheiro aos 30

Poupar dinheiro aos 30 é só mais uma das grandes preocupações com que nos deparamos nesta década. Andámos por aí a habituar-nos a viagens, jantares e compras. E, às tantas, damos por nós sem pé de meia. E é precisamente na fase das nossas vidas em que encaramos decisões que podem envolver muito dinheiro: comprar/alugar casa, ter filhos, fazer uma formação/curso.

Mas poupar dinheiro pode ser mais fácil do que parece. Mais do que disciplina férrea, passa por obter informação e criar mecanismos de incentivos. Se ainda não poupaste nada de jeito, os 30 são uma excelente altura para começar a planear e construir o teu futuro financeiro.

A importância de poupar dinheiro aos 30

Não é que poupar antes do 30 não seja importante. É só que aos 20, muitas vezes, ainda parece que estamos a brincar aos adultos. Com notas de monopólio. Ganhamos, gastamos. Poupamos para uma grande viagem, ou outro projecto de curto prazo, mas não estamos a fazer contas à vida. Somos novas.

Aos 30 continuamos a ser novas, claro. Só que nem sempre nos apetece estar a pensar em poupar para o futuro, sobretudo numa altura de tantos gastos tentações. Mas é importante, e acaba por ser natural, ganhar consciência da vida e do futuro que queremos. Sim, poupar implica planear o futuro.

Quanto deves poupar aos 30?

Nem demais nem de menos. Digo isto porque conheço dois tipos de pessoas:

  • As que vivem como se não houvesse amanhã e gastam livremente e sem remorsos e, com toda a franqueza, até parecem mais ricas. Restaurantes, roupa e viagens é talvez o mais evidente.
  • As que são poupadas demais e que estão tão preocupadas em poupar os tostõezinhos, que andam com termos para todo o lado, só lêem revistas no cabeleireiro e quando almoçam fora, pedem um copo de água.

Claro que isto são extremos. Mas a maior parte de nós tende mais para um dos lados. Eu não poupo tudo tudo. Mas tenho tendência a achar sempre que devia poupar mais. E desgasto-me a mirabolar ideias de poupança. Que na verdade representam muito pouco face ao total e só me desgastam.

A regra dos 50/30/20

Já ouviram falar da regra dos 50/30/20? Basicamente é uma regra para orçamentos pessoais ou familiares. Sugere que, do que ganhas, gastes:

  • 50% em coisas de que precisas: casa, comida, crianças, etc.
  • 30% em coisas que queres: compras, hobbies, jantar fora, etc.
  • 20% em poupança.

Não tem de ser levada à letra, cada uma pode adaptar à sua fase em particular. Se calhar antes de teres filhos ou de comprares uma casa, gastas menos em necessidades. Mas é um bom princípio que reflecte esta tentativa de equilíbrio entre gastar e poupar.

7 hábitos que ajudam a poupar dinheiro aos 30

Agora que já discutimos a importância de poupar, vamos pensar em como fazê-lo. Isto não é uma lista de truques (tipo partilha a password do Netflix com um amigo) ou de restrições (já viste quanto poupavas se bebesses menos 1 café por dia?). São mesmo um conjunto de hábitos que acabam por ser uma boa base para uma vida financeira saudável.

1. Tem noção dos ganhos e gastos

Tem de se começar por algum lado e este passo é fundamental. O que eu proponho é anotar, num ficheiro Excel, numa app, ou mesmo em papel, tudo o que gastas durante um mês.

É provável que isto te ajude a descobrir gastos de que não tinhas noção. Há muito dinheiro solto que vamos gastando quase sem dar por isso. 4 euros aqui, 13 euros ali, às vezes são muitas dezenas ou centenas de euros.

E também te pode ajudar a descobrir tendências. Por exemplo, se compras um item de 2 em 2 semanas, será que podias comprar 1 vez por mês e aproveitar uma promoção? Isto aplicado a fraldas de bebés representa centenas de euros por ano!

2. Define prioridades e objectivos

Isto é fundamental. Ninguém se motiva a poupar só porque acha que é o que se deve fazer. As tentações são muitas. E ainda por cima, achamos sempre que “merecemos”. Tive uma semana difícil. Preciso de ir à Zara. Etc.

As prioridades podem ser muito grandes (poupar para a reforma) ou muito micro (comprar um tablet até Junho). Mas ajuda se forem concretas e com um horizonte temporal e com

3. Automatizar e facilitar os processos

Facilita a tua vida. A sério. Os nossos dias são demasiado ocupados e as tentações abundam por todo o lado.

Automatizar um montante de poupança assim que recebes o ordenado, por exemplo, ajuda a criar o hábito. Deixas de contar com esse dinheiro e ao fim de uns meses já te entusiasmas com o que poupaste quase sem esforço.

Normalmente o que faço é retirar uma pequena parte no início do mês e depois no final do mês reforço novamente a poupança com as sobras. Mas se houver poucas sobras, pelo menos o do início do mês ninguém me tira.

4. Paga as dívidas

Também é óbvio. Uma dívida, seja um crédito ao consumo ou à habitação, é uma responsabilidade que tem um custo. Toda a gente deve ter um fundo de emergência, ou seja, dinheiro de parte para cobrir custos não planeados ou uma perda de rendimento.

Mas depois desse fundo de emergência, pagar as dívidas faz muito sentido. No contexto actual, com a taxa de remuneração dos depósitos tão baixa, em princípio ganhas mais pagando uma dívida que vence juros do que criando um depósito.

5. Corta os gastos inúteis

A definição de gastos inúteis é pessoal e intransmissível. Uma vez um amigo ficou escandalizado com o dinheiro que eu tinha gasto em livros. Mas ele tem um custo de renting de um carro que para mim é ridículo. Por isso, cada uma com as suas manias.

Um gasto inútil será algo que para ti tem menos valor do que o custo de oportunidade. Por exemplo a poupança. Se calhar valorizas muito as tuas jantaradas de 6ª feira à noite. Mas a quantidade de vezes que encomendas comida durante a semana é só mesmo por falta de planeamento. Podias facilmente cortar esses gastos inúteis com algum planeamento.

6. Faz alguma coisa todos os meses

Não me canso de repetir este conselho, que se aplica a tantos aspectos da nossa vida. É sempre melhor fazer algum pequeno esforço com consistência do que ir por surtos. Os hábitos criam-se com repetição. E às tantas ficam automáticos, já nem temos de gastar energia a gerar força de vontade.

Mesmo que seja um montante muito pequeno, é sempre melhor que nada. E se for feito com regularidade, por exemplo, todos os meses, acumula. E se for particularmente bem gerido, até pode gerar juros!

7. Arranja forma de te motivares e de não desanimares

Outra coisa importante é que a vida não é para ser só sacrifício. Temos de gozar alguma coisa. Tem de haver um equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta. Por isso, se adoras café, ignora aquelas contas ridículas de quantos cêntimos poupas por dia se cortares um café fora de casa. Se isso te dá muito prazer, não são esses 200eur que vão mudar a tua vida no final do ano. Não te martirizes.

E outra coisa, não te motives com mais gastos! É como com as dietas. O ideal é que a recompensa pelo esforço não seja comida. Se cumpriste o teu objectivo de poupança, não digas para ti própria que agora podes ir gastar onde te apetecer. Planeia recompensas, para não criares aquele descontrolo de “bar aberto”. E o descanso que uma gestão equilibrada do dinheiro te proporciona devia ser já uma recompensa!


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E tu? Que ideias para poupar dinheiro aos 30 mais te têm ajudado?


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